Neues Wiener Tagblatt - Lucro da Corticeira Amorim recua 22% até setembro

Lucro da Corticeira Amorim recua 22% até setembro
Lucro da Corticeira Amorim recua 22% até setembro

Lucro da Corticeira Amorim recua 22% até setembro

A Corticeira Amorim COR 0,00% fechou os primeiros nove meses do ano com um resultado líquido de 35,4 milhões de euros, o que equivale a uma quebra de 22,4% face ao período homólogo. A empresa liderada por António Rios Amorim mantém-se a ser pressionada pelo “contexto adverso de mercado”, num período em que as vendas igualmente foram afetadas pela desvalorização do dólar.

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A Corticeira Amorim COR 0,00% fechou os primeiros nove meses do ano com um resultado líquido de 35,4 milhões de euros, o que equivale a uma quebra de 22,4% face ao período homólogo. A empresa liderada por António Rios Amorim mantém-se a ser pressionada pelo “contexto adverso de mercado”, num período em que as vendas igualmente foram afetadas pela desvalorização do dólar. A descida dos lucros reflete o impacto de custos não recorrentes relacionados com a implementação da reestruturação do segmento de pavimentos da Amorim Cork Solutions e com iniciativas de ajustamento da estrutura de custos aos atuais níveis de atividade, justifica a empresa no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

As vendas consolidadas da Corticeira Amorim ascenderam a 647,7 milhões de euros, uma quebra de 4,3% face aos 676,5 milhões reportados um ano antes. conforme a empresa nortenha, “esta evolução reflete menores volumes em todas as unidades de negócio e um mix de produto desfavorável, particularmente na Amorim Cork, que continuou a ser penalizada pelo contexto adverso de mercado”. As vendas foram igualmente afetadas pela depreciação do dólar, um efeito sem o qual o volume de negócios teria baixado ‘apenas’ 3,7%.

Corticeira Amorim já usou dez milhões na recompra de açõespremium Já o EBITDA consolidado baixou de 117,6 milhões de euros, nos primeiros nove meses de 2025, para 113,5 milhões, devido ao “impacto da deterioração do mix de produto e da desalavancagem operacional”. Por outro lado, a evolução dos preços de consumo de matérias-primas cortiça e o rigoroso controlo dos custos operacionais permitiram compensar estes efeitos, sustentando a margem EBITDA consolidada em 17,5%, em linha com a registada no período homólogo (17,4%).

O CEO António Rios de Amorim destaca um “contexto de mercado muito desafiante”, reconhecendo que “apesar de a contração do consumo de vinho parecer estar a abrandar, não é expectável uma recuperação significativa no curto prazo”. “Como tal, adotamos uma abordagem pragmática, ajustando o negócio às atuais condições de mercado, simplificando processos de decisão, promovendo a eficiência operacional, reforçando a competitividade dos nossos produtos e orientando o portefólio para produtos mais diferenciadores, assentes na cortiça e de maior valor acrescentado”.

Apesar de a contração do consumo de vinho parecer estar a abrandar, não é expectável uma recuperação significativa no curto prazo e, como tal, adotamos uma abordagem pragmática, ajustando o negócio às atuais condições de mercado, simplificando processos de decisão, promovendo a eficiência operacional, reforçando a competitividade dos nossos produtos e orientando o portefólio para produtos mais diferenciadores, assentes na cortiça e de maior valor acrescentado. “Continuamos focados nas áreas com maior potencial de crescimento e rentabilidade, direcionando os nossos investimentos e recursos para segmentos de maior valor acrescentado e com perspetivas de desenvolvimento atrativas“, reforça Rios de Amorim, lembrando o reforço da presença nos Estados Unidos através da criação da joint venture Scott Premium Closures e da abertura de uma filial da Amorim Top Series no Kentucky, tendo ainda concluído a aquisição de posições minoritárias em empresas já controladas e dado continuidade à transformação do negócio de pavimentos.

Corticeira Amorim corta mais 212 empregos após reestruturar Por outro lado, a empresa explorou outras oportunidades de crescimento, “nomeadamente através de parcerias internacionais que possam contribuir com conhecimento, escala e acesso a novos mercados, acelerando a criação de valor sustentável no longo prazo”.

A empresa realça uma evolução positiva da Amorim Cork Solutions, com as vendas a crescerem 1,3%, impulsionadas pela evolução dos segmentos aeroespacial, selagem e aplicações desportivas. A dívida remunerada líquida ascendia a 56 milhões de euros, no final de setembro, com a empresa a realçar que, “apesar do pagamento de dividendos (46,6M€), do investimento em ativo fixo (23,1 M€), das aquisições realizadas (18,0 M€) e da execução do programa de recompra de ações (9 M€), foi possível reduzir a dívida líquida em 19,9M€ face ao final de dezembro de 2025”.

P.Lehner--NWT